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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O valor de um certificado


Vários cursos estão pipocando no mercado da dança. Cursos profissionalizantes e de formação estão na moda! Mas qual o real valor deles?

A primeira pergunta a partir da qual devemos refletir é: O que você busca ao fazer uma aula ou um curso?

Se sua preocupação disser respeito ao valor do certificado para seu currículo, talvez você esteja se enveredando por um caminho não muito interessante. São só papéis. Por si só não dizem muita coisa.

Ao escolher fazer um curso, ele precisa te dizer algo, fazer sentido, abrir possibilidades. O que você ganhará é o aprendizado. Por isso é importante estar atenta ao que cada professor tem de melhor para lhe passar, que portas aquele novo conhecimento abrem para você, como modificam a sua pessoa e a sua dança... É importante estar aberta para aquele conhecimento e estudar muito, antes, durante e depois, para solidificar o que fora aprendido e até para poder questionar formas rígidas de pensamento. Sob essa óptica um bom curso é aquele que, de algum forma, provoca modificações em você, que te motiva a estudar cada vez mais e que te traga informações de qualidade.

E então nos perguntamos: Os cursos profissionalizantes realmente lhe profissionalizam? Vai depender muito mais de você do que do curso em si. Eles podem te dar direções, mostrar pontos dignos de uma atenção especial para aquelas que levam a dança mais a sério. Alguns são de muita qualidade e abordam, inclusive, com certa profundidade os temas que uma bailarina profissional precisa saber.  Mas se profissionalizar depende muito mais do comprometimento de cada uma, da consciência de que o estudo é para sempre e que o processo de formação é contínuo. Muitas experiências são importantes para a nossa formação, desde as aulas em que desempenhamos o papel de alunas às que desempenhamos o papel de professoras, e até mesmo as diversas situações cotidianas. Tudo é experiência que nos causa trans’formações’.

Portanto reavalie seus objetivos e retire de cada experiência o máximo de aprendizado possível. O papel (certificado) só terá importância se o curso tiver feito você crescer, desenvolver sua dança e seus potenciais.

Ju Najlah

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Beleza em potencial, desperte-a



Cada ser humano tem um grande potencial. Somos todos capazes de promover incríveis realizações, só que muitas vezes não nos damos conta disso. E em vez de trabalharmos a fim de lapidar o que temos de bom, muitas vezes caímos numa armadilha: desejamos para nós o que outros conquistaram e criamos expectativas de nos tornarmos como aquela pessoa ou, pior ainda, criamos expectativas para que aquela pessoa tenha problemas e para que possamos nos sobressair. Caminho meio estranho este! Mas é um pensamento bastante comum.
Precisamos, antes de qualquer coisa, ter em mente que a inveja é uma coisa completamente inútil. Cada pessoa é diferente, tem qualidades diferentes, histórias de vida diferentes. Cada ser humano é único! Ser igual iria acabar com toda a riqueza da vida. A beleza está na pluralidade. E no mundo da dança não é diferente. Então, o primeiro passo é olhar para dentro de si. Se auto-observar mesmo. Procurar em seus gestos, em suas palavras, em sua expressão as suas qualidades. Descubra o que há de melhor em você! Tendo descoberto, investigue mais, explore, crie outras possibilidades, desenvolva. Utilize o que há de melhor em você para alcançar seus objetivos. Suas qualidades podem lhe levar a lugares que você nunca imaginou. Elas são o seu diferencial! Em seu ser há muita beleza, há feminilidade, doçura, força, toda a sua história de vida estampada em seu corpo! Tudo isso pode estar na dança, tudo isso pode ser dança!
O segundo passo é olhar o mundo a sua volta, agora com outros olhos. Tendo aprendido a enxergar o seu lado positivo é mais fácil ver o lado positivo do mundo. Outras pessoas e outras danças já podem ser vistas com admiração! Não há competição, há troca! Troca de gestos, troca de palavras, troca de todos os bons sentimentos que podemos emitir ao dançar e ao assistir. Deixamos de lado expressões como “ser o melhor”, porque passamos a entender que o melhor não existe. Somos todos pessoas diferentes seguindo sua caminhada, cada um com sua história, cada um com suas potencialidades, podendo cuidar para desenvolvê-las, e buscando aprender, buscando o equilíbrio e o aprendizado, buscando o contato consigo mesmo, cuidando de si.
Cada pessoa é especial, o que faz de cada dança única. Aprendamos a viver em harmonia e a enxergar o que há de melhor em nós e naqueles que estão a nossa volta! E aí sim, poderemos chamar isso de VIDA!

Ju Najlah

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Trecho de entrevista com Ju Marconato

"Quando nos tratamos interiormente com carinho, fica mais fácil receber isso do Universo."

Ju Marconato é uma bailarina ímpar, que oferece além de sua dança maravilhosa ensinamentos de imensa sabedoria. Sua dança reflete a beleza de seu ser!
Selecionei aqui alguns trechos de uma entrevista incrível que ela cedeu para a revista Shimmie, publicada em sua sexta edição. Gostaria de compartilhar aqui a entrevista toda, mas não posso fazer isso já que se trata de uma publicação de fundo comercial. Devo respeitar os direitos dos autores e dos responsáveis pela revista. Mas deixo aqui registrado que vale muito a pena ler a entrevista completa. Aliás, toda a publicação é de muita qualidade! 

"JM:Antes das apresentações, eu costumo respirar bem fundo pelo baixo ventre e acalmar meu coração. Procuro lembrar que "eu sou a alma" e, além de estar aqui de passagem, a alma sabe naturalmente dançar. É um exercício de entrega.(...) Quando me concentro em tirar meu ego da história, fica mais fácil relaxar e deixar fluir. A responsabilidade de agradar a todos e corresponder às expectativas dos outros é uma missão muito difícil e cansativa. Perdemos muita energia com isso. Vivenciar o momento presente , ajuda a ficarmos mais fortes, poderosas e conectadas.

RS: O que você sente quando está no palco?
JM: É o momento mais feliz da minha vida, onde a minha alma agradece e reverencia a alma do público. Dançar é transformar emoção em movimento, transformar nossas vidas! É equilibrar nosso lado mundano e divino com sabedoria, é libertar-se de couraças. Dançar é descobrir poder , liberdade, sensualidade e mistério. É deixar o corpo mais leve e a alma brilhando. Dançar é um privilégio, que indica saúde, prosperidade, beleza, criatividade, feminilidade. Realmente é o meu melhor momento! Dançar me resgata, me cura, me renova.

RS : Quais as dicas que você poderia dar para quem está começando e tem medo de palco ou quer vencer esse medo?
JM: (...) Uma dica é pensar bem nas pessoas que estão ali assistindo. Elas não são maldosas. Elas têm o amor e a arte dentro de si e, se você amá-las, elas irão devolver isso multiplicado. Outra dica é respirar fundo e lembra que, acima de tudo, você ama dançar! Não é uma obrigação, é um belíssimo lazer."

Para ter acesso a entrevista completa, adquira já a sua Shimmie número 6!

É preciso transformar a música em dança, num movimento de fora para dentro, mas principalmente, num movimento inverso, externalizar os sentimentos, transparecer a alma, transformar o corpo em música, em dança, em arte. A unidade se faz em todos os sentidos. O seu estilo de dança não será criado. Ele já existe. Basta você abrir espaço para que ele possa surgir. Dance com alma!

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