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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Ritmos que podem aparecer nas diversas modalidades de música.


Nesta postagem darei alguns exemplos de ritmos que podem aparecer nas diversas modalidades de música. É importante, porém, estarmos atentas, pois não é só o ritmo que determina um estilo de música ou dança. Há diversos elementos que precisam ser avaliados: instrumentos musicais, poesia, local de origem, contexto em que a música foi feita, construção melódica, etc. Além disso, um mesmo estilo pode aparecer com ritmos diferentes. Sendo assim, para avaliar em que estilo se enquadra a música que vai dançar, é importante fazer uma avaliação completa da música.
Lembre-se sempre de que o ritmo é somente um dos elementos a ser avaliados!!!


·                Said (Raks Al Assaya)
o   Ritmos: Said

·         Shaabi
o   Ritmos: Said, Maksoum, Masmoudi Saghir, etc

·         Khaliji
o   Ritmos: Soudi, etc

·         Zaar
o   Ritmos: Ayoubi, etc

·         Mowashahat
o   Ritmos: Samai darigh (Vals), samai takil

·         Dabke
o   Ritmos: Jabalee, katakoft, said libanês, nawari, etc

·         Ghawazee
o   Ritmos: Fallahi, maksoum, said, etc.

·         Raks Al Kawliya
o   Ritmos: Rachra (fassani), ayoubi etc


Ritmos Árabes e seus Tempos


Assim que comecei a estudar ritmos tinha certa dificuldade para compreender seus tempos e sua nomenclatura. Conforme fui estudando percebi que a contagem do seu tempo determina sua dinâmica, é o tempo que demora para a frase rítmica ser tocada por completo. Ritmos de 2 tempos são mais acelerados enquanto os de 8, 10 ou mais tempos são lentos e, na dança, isso vai determinar a qualidade e velocidade de nossos movimentos.
Abaixo fiz algumas tabelas, procurando colocar alguns dos ritmos em seus tempos. Para alguns, em função da velocidade e dos contratempos, foi mais complicado fazer essa separação, mas as tabelas vão ajudar a dar um norte nesse estudo. Cantando os ritmos ou ouvindo-os você poderá marcar o compasso da música com palmas, por exemplo, para o Masmoudi Saghir você vai bater 4 palmas durante o tempo da frase, o que significa que ele tem 4 tempos. Esse exercício vai te ajudar a compreender a dinâmica de cada um. 


2 tempos (2/4)

1
2
1
2
Malfuf
Dum
Tak Tak
Dum
Tak Tak
Fallahi
Dum
Takataka-tá
Dum
Takataka-tá
Ayoubi
Dum
Ka Dum Tak
Dum
Ka Dum Tak
Adany (Soudi)
Dum Ta
Dum Taka tá
Dum Ta

Dum Taka tá

3 tempos

1
2
3
Samai Darigh (Vals)
Dum

4 tempos

1
2
3
4
Maksoum

Dum Tak
Tak
Dum
Tak
Masmoudi Saghir (Baladi)

Dum Dum
Tak
Dum
Tak
Said

Dum
Tak
Dum Dum
Tak
Zaffa

Dum
Takata-tá
Dum
Taka-tá
Jabalee (Mosalas Iraqui)

Dum Dum Dum
Ta Dum
Taka taka
Nawari
Taka taka
Dum
Taka tá Dum
Taka tá

8 tempos

1
2
3
4
5
6
7
8
Wahda Wo Noz 1

Dum
Ta
Ka
Ta
Ka
Dum
Dum
Chiftitelli 1
Dum
Ta
Ka
Ta
Ka
Dum
Taka
Masmoudi 2
Dum
Dum
Taka
Taka ta
Dum
Taka taka
Ta taka
Taka ta
Masmoudi Khabir 2
Dum
Dum
Dum
Taka taka ta
Dum
Taka taka
Ta taka
Taka ta
1. Há divergência entre os músicos com relação à nomenclatura desses dois ritmos. Para alguns o Chiftitelli termina com “Dum Dum Tá” e o Wahda Wo Noz com “Dum Taka Tá”, diferente do que está na tabela. Inclusive em CDs de ritmo vocês poderão observar essa divergência. Para fins de dança cabe apenas reconhecer os Duns e lembrar que se tratam de ritmos lentos. Não se prendam a nomenclatura.
2. Tratam-se de duas variações do ritmo, que pode se iniciar com dois ou três duns. Separei entre Masmoudi e Masmoudi Khabir para mostrar as duas variações.


10 tempos

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Samai
Dum
Taka
Taka
Taka
Dum
Dum
Taka
Taka


Espero que possa contribuir com sues estudos!!!


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Snujs - ritmos

DUM ou B – as duas mãos tocam simultanenamente
Ta –para destros, mão direita; para canhotos, mão esquerda
Ka -  para destros, mão esquerda; para canhotos, mão direita
Contagem 123 – alternância de mãos



Taka-tá, Taka-tá, Taka-tá... / 123 123 123 123... – pode ser utilizado para os ritmos Baladi, Said e Maksoum

Baladi
É um ritmo de compasso 4/4, sendo uma das variações mais básicas do ritmo maksoum.  É muito presente na maioria das músicas árabes, seja clássica, tradicional ou moderna.
DUM-DUM TAKA-TÁ, DUM TAKA-TÁ
(emendando) TAKA-DUM-DUM TAKA-TÁ, DUM TAKA-Tá 
(de acordo com apostila de Jorge Sabongi)
BB 123 B 123 12 (de acordo com a didática de Elsa Leandros)
Dum Dum, tak Dum tak (de acordo com a didática de Mario Kirlis)

Maksoum
É um ritmo de compasso 4/4 e é a base de muitos outros ritmos, sendo bastante encontrado em diversas músicas árabes modernas., sendo um dos ritmos árabes mais populares.  Na Tunísia, por exemplo, esse ritmo pode receber o nome de Duyek, mantendo a sua estrutura e cadência. O Termo maksum significa “cortado ao meio”.
TAKA-TÁ TA TAKATAKA-TÁ (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)
123 1 12345 (de acordo com a didática de Elsa Leandros)
Dum tak tak Dum tak (de acordo com a didática de Mario Kirlis)

Said
É também um ritmo de compasso 4/4, famoso por seus duns bem marcados e vibrantes. Presente em músicas clássicas, solos de derbak, músicas folclóricas e na maioria das músicas modernas (cantadas ou não). Nas folclóricas é geralmente acompanhado pela flauta mizmar. Normalmente é tocado para danças de pandeiro, bengala ou bastão para homens e mulheres.
DUM,DUM-TAKA, DUM,DUM-TAKA-TÁH,
(emendando) TAKA-DUM,DUM-TAKA-TÁ, DUM,DUM-TAKA-TÁH, 
(acentuar com mais força o táh) 
 (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)
BB 12B B123 (de acordo com a didática de Elsa Leandros)
Dum tak Dum Dum Tak (de acordo com a didática de Mario Kirlis)

Falahi
Também se origina no maksoum, porém, é um ritmo de dois tempos. Trata-se de um ritmo mais rápido que está presente em músicas clássicas, modernas, solos de derbake e especialmente para compor o folclore Ghawazee e o próprio folclore Falahi. Nas músicas clássicas e nos solos de derbake, este ritmo surge para acelerar a performance.
DUM-TAKATAKA-TÁ, DUM TAKATAKA-TÁ  (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Wahda
Wahda em árabe significa 1. É um ritmo mais lento, de 4 tempos,  encontrado em músicas clássicas e solos de derbake, durante uma quebra na velocidade e andamento dos mesmos.
DUM  DUM TAKA DUM  (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Wahda wo Noz
Wahda Wo Noz significa 1 e ½. É um ritmo executado muito lentamente, com 8 tempos. Encontrado em músicas clásssicas  e muito presente em solos de derbake , embala o momento de pura concentração e sinuosidade dos movimentos da bailarina.
DUM-TAKA-TÁ-DUM, TAKA-TA-DUM-DUM TÁ
(emendando) TAKA-TÁ-DUM-TAKA-TÁ-DUM, TAKA-TA-DUM-DUM TÁ 
 (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Malfuf
O Malfuf ou Luf, com significados “embrulhado” e “enrolado” respectivamente, é um ritmo de 4 tempos com uma velocidade mais elevada. Muito utilizado em músicas clássicas e solos de derbake, o Malfuf é um ritmo de deslocamento da bailarina, onde a mesma passeia pelos palcos com graça e simpatia.
DUM-TAKA-KATÁ, DUM-TAKA-KATÁ...  (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Ayoubi
O Ayub é um ritmo bem simples, de 2 tempos. É utilizado como ritmo básico para uma dança folclórica, denominada Zaar, muito presente no norte da África. Esse ritmo caracteriza-se por ter uma variada opção de velocidade, rápido ou lento. O ritmo rápido é encontrado em músicas tradicionais, bem como em solos de derbake, e o lento é encontrado nas músicas folclóricas.
DUM-TAKA-TÁ, DUM-TAKA-TÁ....  (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Soudi (Khaleege)
O Soudi é um ritmo da região do Golfo Pérsico, em especial da Arábia Saudita. Também conhecido como Aadany, o nome original Saudi remete ao país e ao grupo Al-Saud. É possível encontrá-lo no Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Oman e Yemen. Soudi é um dos ritmos mais conhecidos da dança chamada Khaleege (khaleegy, khaliji, kalige). O ritmo é bem simples e curto, em compassso 2/4. Pode ser tocado de forma acelerada ou lenta. Conforme a região pode apresentar outra forma, mas sempre apresenta acentos fortes nos DUMs, enfatizando a dança Khaleege.
DUM,DUM-TAKA, DUM,DUM-TAKA...  (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Ciftitelli
O Chifteteli é considerado um ritmo Turco, mas sua base é muito semelhante à um Maksum. Marcado por uma cadência “diferente”, o ritmo é tocado em uma velocidade mais lenta acompanhando o Taksim, que é a improvisação melódica de outro instrumento. Egípcios utilizam uma versão mais simples do Chifteteli e a denominam Wahda Khabir. Durante este ritmo a bailarina pode fazer movimentos leves e sinuosos.
DUM-TAKA-KATÁ-DUM-TAKA-TÁ, DUM-TAKA-KATÁ-DUM-TAKA-TÁ  (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)
1 123 1 123 1 123 123 123 (de acordo com a didática de Elsa Leandros)

Masmoudi
O Masmudi é um ritmo de 8 tempos. Um pouco mais lento, o ritmo é também chamado de Masmudi Khabir(grande) para diferencia-lo do Saghir (pequeno). Por se tratar de um ritmo “mais LONGO”, é utilizado em solos, em parte de maiores detalhes e menores velocidades do movimento. O Masmudi oferece uma “quebra” na velocidade do solo. O ritmo pode ser encontrado também em músicas clássicas.
DUM,DUM,DUM, TAKA-TÁ-DUM....
(emendando) TAKA-TAKA-TAKA-TAKA-TAKA-TAKA
-DUM,DUM,DUM, TAKA-TÁ-DUM... 
 (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)
BB 123456 B 12345 (de acordo com a didática de Elsa Leandros)

Rumba e Bolero
A Rumba e o Bolero são ritmos claramente ocidentais, incorporados à dança do ventre pelas naturais trocas culturais em meados do séc. XX. A Rumba e o Bolero são originalmente da Espanha, mas possuem modificações por toda a América Espanhola. Na dança do ventre estes ritmos aparecem em músicas clássicas e em algumas músicas modernas egípcias.
Rumba
Possui a estrutura 2/4
 DUM DUM TAKA TAKA  (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)
1 123 1 123123 (de acordo com a didática de Elsa Leandros)
Bolero
Possui a estrutura 4/4, sendo, portanto, mais lento que a Rumba.
DUM TAKA TA TAKA  (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Karsilama 9/8
Este ritmo é  composto por um compasso raro 9/8, e possui três TAS fortes no final da frase musical. Também é chamado de “aqsaaq”, cuja tradução é “aquilo que marca” ou “quebrado”. O Karsilama é um ritmo alegre, animado, o que não significa que seja acelerado. Como é mais usado com pandeiros ou meias-luas, é fácil encontrar movimentos comuns ao uso destes acessórios, como as batidas de quadril, ombro, giros e até shimies para os momentos mais acelerados. Em geral, é executada pelas Cengis, ciganas turcas, que giram suas sais e usam pandeiros como acessórios complementares.
DUM TAKATA TAKA DUM TATATA  (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)
1 123 123 123 12 (de acordo com a didática de Elsa Leandros)

Karsilama 9/8 (variação cigana)
DUM,DUM TAKA-TÁ TAKA-TÁ TAKA DUM,DUM,DUM TAKA-TÁ TAKA-TÁ TAKA  (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)
BB123 123 12 BBB123 123 12 (de acordo com a didática de Elsa Leandros)

Samaii
 Sua composição é de 10/8, dividido em três partes. A primeira e a terceira têm 3 tempos enquanto que a segunda possui 4.O Samai costuma aparecer em músicas clássicas egípcias e nas músicas sufi turcas. Sua delicadeza deixa a música mais rica e encantadora. É um ritmo  lento, mas muito complexo, utilizado na composição do Muwashahat
DUM-TAKA-TAKA-TÁ, TAKA-DUM,DUM-TÁ
(emendando) TAKA-DUM-TAKA-TAKA-TÁ, TAKA-DUM,DUM-TÁ 
 (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Zaffe
Ritmo de compasso 4/4. É um ritmo lento, específico para casamentos, usado geralmente para a dança do candelabro.
DUM-TAKATA-TÁ-DUM-TAKA-TÁ,
DUM-TAKATA-TÁ-DUM, TAKA-TÁ,...
 (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Valz
É um ritmo 3/4  que parece mesmo uma valsa ocidental e costuma aparecer em músicas clássicas e modernas. Sua prinicipal característica é a contagem de tempo em número ímpar.
DUM-TAKA-TAKA-DUM, DUM-TAKA-TAKA-DUM... (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Karachi
É um ritmo muito semelhante ao Ayoubi e ao Malfuf. Como um ritmo 2/4, é ágil possui uma frase musical curta. Assim como outros, exemplo do Ayub, marca com intensidade uma batida diferente do tradicional DUM.
TA-TAKA-TAKA-TÁ, TA-TAKA-TAKA-TÁ, ... (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Hatcha
É um ritmo 4/4, lento e muito envolvente cuja origem está na Síria e no Líbano.  Costuma ser usado em taqsins por ser bem marcado além de permitir que o derbakista brinque com floreios e variações.
TAKA-TA-TÁ, TAKA-TA-DUM, TAKA-TA-TÁ, TAKA-TA-DUM (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Fox
O ritmo vox (foks ou fox) é conhecido por ser uma marcha. Não é um ritmo árabe, mas sim uma variação do foxtrot (presente na música moderna ocidental) que começou a ser usado por compositores egípcios como Mohamad Abdel Wahab. Normalmente aparece nas entradas das músicas clássicas e é constante e acelerado. Sua composição é 2/4.
DUM-TÁ, DUM-TÁ, DUM-TÁ, DUM-TÁ,... (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Whade Tawille

DUM-TAKA-TAKATÁ, TAKA-TAKATA-TÁ-DUM,
TAKA-TAKATÁ, TAKA-TAKATA-TÁ-DUM...
 (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Jabalee
Originário do Líbano, é um rimo de compasso 4/4 utilizado na dança folclórica 'Dabke'. O jabalee, ou soudasi, também é conhecido como uma variante do Said.
DUM,DUM,DUM,TA-DUM
(emendando) TAKA-KATÁ-DUM,DUM,DUM,TA-DUM
 (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Bambii
O Bambii é um ritmo mais rápido, de compasso 4/4,  utilizado muito em solos de derbake e músicas clássicas. É um ritmo de impacto, de origem egípcia, mas com fortes influências norte-africanas
DUM DUM DUM TAKA TAKA TA. (de acordo com apostila de Jorge Sabongi)

Rush
Juntos, mexendo somente os pulsos, 
com equilíbrio na distância dos dedos, na mesma batida,
alternando a velocidade da forma como desejar,
ou conforme o momento. 
Obs.: tem que haver sincronia absoluta.



PS.: Em alguns ritmos coloquei 2 formas possíveis de leitura do mesmo para tocar snujs - a contagem ou a forma como o ritmo seria "dito" -, para que seja possível a vocês avaliar a forma com a qual mais se identificam ou têm facilidade para estudar. Além disso, há em alguns uma terceira forma de cantar o ritmo, a fim de reconhecê-lo.


Ju Najlah


Fontes de pesquisa: Jorge Sabongi - Snujs para Ritmos Árabes, disponível em http://www.khanelkhalili.com.br/snujs3.htm
Pedro Françolin - Ritmos Árabes, disponível em http://www.derbake.com.br/ritmosarabes.html (aqui é possível ouvir os ritmos)
Cadernos de Dança, http://cadernosdedanca.wordpress.com/ 
Bellydance with Zills Starring Elsa Leandros, Raquy Danziger and Brian Carter (2007), DVD
Bellydance instructivo com Mario Kirlis e Saida, vol. 1

É preciso transformar a música em dança, num movimento de fora para dentro, mas principalmente, num movimento inverso, externalizar os sentimentos, transparecer a alma, transformar o corpo em música, em dança, em arte. A unidade se faz em todos os sentidos. O seu estilo de dança não será criado. Ele já existe. Basta você abrir espaço para que ele possa surgir. Dance com alma!

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