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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

DIY - Materiais para bordado: malhas de strass e pedrarias

Atualmente temos disponíveis no mercado umas malhas de strass e pedrarias, que podem ser aplicada no figurino com ferro de passar roupa. Dão um efeito lindo e a aplicação é muito simples. Hoje, fazendo umas comprinhas em uma loja aqui da cidade chamada Mania de Arte, percebi que haviam chegado malhas novas, maravilhosas! Aqui vão algumas fotos:















A gente compra as malhas pela fileira. Os valores por aqui estão a partir de R$4,00. A da quarta foto estava R$30,00 a tirinha de um metro. Pela facilidade de aplicação e pelo efeito que dão acho um material em que vale a pena investir!
É possível fazer cinturão e sutiã inteiros com essas malhas ou colocá-las apenas em alguns detalhes. Vale a criatividade!



sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sobre aprender a dançar

cena do filme Whatever Lola Wants
Assistir a uma bela apresentação de dança causa um encantamento indescritível. Muitas mulheres, após essa experiência, decidem-se por aprender a dançar. Quando a técnica está bem consolidada no corpo da bailarina e quando há, associada a técnica, a expressão, o espectador é levado a crer que trata-se de um estudo fácil, de que os movimentos rapidamente poderão ser bem executados e muitas vezes essas pessoas, ao procurar aulas de dança, se frustram em um primeiro momento. Percebem que as coisas não são assim tão fáceis. Que um bom desenvolvimento em dança requer disciplina e dedicação.
Podemos comparar o desenvolvimento em dança ao desenvolvimento infantil. Para poder começar a andar há todo um processo: primeiro a criança se arrasta pelo chão, depois começa a engatinhar, depois vai tentando se equilibrar sobre as próprias pernas até que consegue ensaiar os primeiros passos, no início se desequilibrando, levando alguns tombos, até que o caminhar se consolide. A criança vai descobrindo cada parte do seu corpo e como cada parte pode ser utilizada para produzir movimentos, para que ela possa se deslocar. Quando aprendemos a dançar as coisas acontecem de forma parecida. Começamos a desenvolver um conhecimento diferente sobre nosso corpo. Começamos a prestar atenção em apoios e transferências de peso. Conhecimento que precisamos para caminhar, mas que se automatiza. Esses conhecimentos perdem-se de nossa consciência e, ao dançar, nos conscientizamos deles novamente. Voltamos nossa atenção a nossa estrutura corporal, passamos a conhecer a capacidade de movimento de cada articulação, começamos a perceber intensidades de tônus de cada musculatura e a prestar atenção em direcionamentos ósseos e aos poucos vamos aprendendo os movimentos da dança. Inicialmente os movimentos sinuosos podem parecer meio "quadrados", travados, sem a fluidez necessária, assim como deslocamentos. Os movimentos secos podem não parecer tão secos e precisos. É o momento de desequilíbrio inicial. Precisamos persistir. Repetir o movimento muitas e muitas vezes, até que ele faça parte de nossa memória corporal: muscular, articular, óssea, celular... Com o tempo e com a repetição o movimento fica fluido e limpo. Observemos que tempo e repetição são extremamente necessários. É preciso ter paciência, respeitar o próprio tempo, que para cada corpo é diferente.
Quando o básico da Dança do Ventre está consolidado vão surgindo novos desafios. Movimentos mais elaborados, variações de velocidade, mesclagem de movimentos... Em um crescente que permite que haja sempre possibilidade de aprendizado.
Sobre o desenvolvimento cognitivo Vigotsky falava sobre uma "zona de desenvolvimento proximal", que diz respeito a conhecimentos que a pessoa tem potencial para adquirir, mas ainda não completou o processo, trata de conhecimentos ainda não consolidados mas potencialmente atingíveis com o auxílio de outras pessoas. Ao ensinar/aprender dança podemos ter em mente esse conceito, pegá-lo emprestado. O nível de desenvolvimento real diria respeito ao conhecimento que a pessoa já adquiriu, a linguagem que já está consolidada no próprio corpo, àquilo que já é facilmente executado, movimentos que muitas vezes já estão automatizados, que conseguimos realizar sem pensar em como executá-los. Para quem está na primeira aula o conhecimento que se tem diz respeito à linguagem corporal necessária para desenvolver as atividades cotidianas: o simples caminhar, o vestir de uma roupa e tudo que envolve nosso dia-a-dia. Para quem já tem o conhecimento de outras danças, esse também faz parte do nível de desenvolvimento real E para quem já tem um percurso na Dança do Ventre, esse estágio diz respeito a tudo que já foi aprendido e consolidado dentro desta linguagem, além dos conhecimentos corporais para atividades cotidianas e de outras danças. O trabalho pensando na zona de desenvolvimento proximal é o que permite a evolução, um caminhar, o aprendizado de coisas novas. Trabalhamos nesta zona quando começamos a aprender um movimento mais difícil de ser executado inicialmente, que exige uma concentração e um esforço maior.
Se trabalhamos apenas no nível de desenvolvimento real, naquilo que já foi consolidado, não há desenvolvimento, há apenas permanência em um mesmo estágio. Na zona de desenvolvimento proximal temos desafios, dificuldades, superação e consequentemente desenvolvimento, evolução.
Não podemos dizer que o caminho é fácil, tampouco podemos dizer que ele tem um fim. Traçamos objetivos e quando o estamos atingindo traçamos novos objetivos. O importante é o processo, o caminhar. Mas tenha sempre em mente que se há o desejo de aprender, também há a capacidade. Você é capaz de aprender a dançar, de aprender cada movimento, desde que acredite nisso e se disponha a este aprendizado. Os seus limites e as suas possibilidades é você quem cria, mentalmente. Portanto, acredite em você. Terão momentos de dificuldade, que vão passar, indicando que superou mais este processo e que conseguiu consolidar um aprendizado/movimento novo!

Ju Najlah

domingo, 5 de outubro de 2014

DIY Xale de Vidrilhos




Hoje vou ensinar vocês a fazer um lindo xale com vidrilhos. Vocês vão precisar de:

  • Linha para crochê (cor e marca de sua preferência). Costumo usar da mais fininha.
  • Crepe chiffon ou musseline.
  • Agulha para crochê número 2
  • Vidrilhos
  • Cola Branca
  • Tesoura

Primeiro corte o tecido em formato triangular e passe Overclock em sua volta. Como não tenho máquina de costura, mando para a costureira fazer. Se preferir pode fazer uma bainha de vela, mas o acabamento não fica tão bonito.



Depois você vai passar um pouco de cola branca na ponta da linha, tirar o excesso com os dedos e deixar secar. Esse processo vai deixar a ponta da linha durinha, o que vai permitir que os vidrilhos sejam colocados nela.

 



Então você vai começar a colocar os vidrilhos na linha, dando espaço suficiente para que possa fazer o crochê depois. Costumo colocar cerca de 600 vidrilhos por vez. Quando terminam os vidrilhos da linha arremato o crochê e faço o processo da cola novamente.




Comece então a fazer o crochê. Fure o tecido com a agulha, passe alinha e dê um nó. Vá fazendo o crochê de acordo com o gráfico, sendo que para cada ponto você pega um vidrilho. Faça quantas carreiras preferir. Para o meu xale fiz três.


Para a franja você vai continuar o crochê fazendo duas trancinhas, depois coloque 12 vidrilhos na linha e faça um ponto de trancinha pegando o pedaço da linha depois dos vidrilhos. Repita isso mais duas vezes. Faça um ponto baixíssimo unindo as três trancinhas de onde partem as franjas e faça mais duas trancinhas simples, prendendo a última com ponto baixíssimo na terceira trancinha da casa seguinte.
Fiz o crochê apenas no contorno do xale.











Fazer esse xale dá bastante trabalho, mas o efeito é lindo. Para aulas é interessante porque dá uma movimentação, sem o barulho das moedas, que muitas vezes atrapalha a escuta da música.

Como variação você pode substituir os vidrilhos por miçangas, contas de acrílico, contas metálicas, paetês e o que sua criatividade possibilitar. Os efeitos ficam diferentes mas muito bonitos. Aqui vão alguns exemplos:

material utilizado: miçangão dourado, medalha dourada, paetê vermelho e lantejoula vermelha
material utilizado:contas acrílicas de cores variadas, miçanguinha dourada e medalha dourada
material utilizado: miçangão de cores variadas, medalhas e lantejoulas prateadas
material utilizado: contas acrílicas de cores variadas e medalhas prateadas
material utilizado: paetês dourados, contas metalizadas douradas tipo arroz e medalhas douradas 
material utilizado: contas metalizadas prateadas, contas acrílicas, medalhas prateadas e as borboletinhas

Em todos esses xales foi utilizado o mesmo ponto de crochê ensinado neste post. Para colocar as medalhas que o processo é um pouco diferente. Em um próximo post faço o tutorial ensinando duas formas de pregar as medalhas.

É preciso transformar a música em dança, num movimento de fora para dentro, mas principalmente, num movimento inverso, externalizar os sentimentos, transparecer a alma, transformar o corpo em música, em dança, em arte. A unidade se faz em todos os sentidos. O seu estilo de dança não será criado. Ele já existe. Basta você abrir espaço para que ele possa surgir. Dance com alma!

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